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sábado, 30 de janeiro de 2010

COMUNICANDO

Na segunda-feira, o Criando Pauta publicará entrevista com o jornalista e radialista José Eudo, um dos principais nomes do rádio norte-rio-grandense. Experiente, bem informado, um comunicador nato, ele atua hoje na Satélite FM, em Natal.

E não esqueça: na quinta-feira, o espaço é aberto para as participações dos internautas. Mande seu texto para
criandopauta@hotmail.com

Um excelente final de semana e até segunda-feira, se Deus quiser.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

REFLETINDO

Terremotos do coração


João Ricardo Correia
Jornalista

        Os terremotos não me saem da cabeça. Todo aquele processo destrutivo, transformando cidades e vidas num enorme emaranhado de desespero, tem o poder de fixar em minha mente e fazer com que minha limitada capacidade de interpretar os fatos aflore. E entre o passar de um avião e outro, observado de longe por uma estrela minúscula de brilho gigantesco, atrevo-me a comparar essa reação do universo com o conflito entre dois corações.

       
Os estudiosos dos departamentos de sismologia do mundo inteiro explicam, incessantemente, que esses abalos são provocados por atritos entre rochas. De tão rígidas e teimosas, elas quando se encontram fazem a terra tremer. Não pensam, uma não cede espaço pra outra, não chegam a um acordo e se enfrentam. São dois ou mais corpos duros se mexendo, indo a um lugar comum, mas sem afinidade, sem vontade um de acolher o outro. Como seres inanimados, essas criaturas que vivem sob nossos pés não podem imaginar as consequências dos atos que praticam.

       
Corações embrutecidos fazem o mesmo. Cada um se fecha em seu mundo, com suas razões, seus preconceitos, seus egoísmos, não permitindo o aconchego, o afago, o carinho, o perdão, o amor. Corpos que transportam corações endurecidos ficam sobrecarregados, sofridos, magoados, cheios de traumas e ódios; envelhecem mais cedo.

       
Terremotos matam milhares instantaneamente. Corações começam matando dois, que ficam tão contaminados com os sentimentos mesquinhos que, às vezes até sem perceber, disseminam a morte por onde passam, mesmo que de maneira lenta, gradual, sem merecer destaque nos noticiários da televisão ou chamadas na primeira página do jornal.

       
Baixar a guarda para permitir que o outro se aproxime e, pelo menos, tenha a chance de expressar seus sentimentos é uma prática louvável. Não significa que saiamos por aí, acolhendo tudo e todos. Significa amolecer um pouco o concreto que machuca o peito, que solidifica o sangue, que congela a alma.

       
As placas subterrâneas continuarão, acredito que infinitamente, espalhando o terror mundo afora. Elas estão escondidas, pouco se sabe sobre elas. Nem quando irão se encontrar para uma nova batalha é possível prever. Nós corremos o mesmo risco, caso não comecemos a perceber que, diferentemente das pedras, recebemos desde que nascemos o livre arbítrio para caminharmos para onde bem entendemos.

       
Os terremotos estão aí para que os homens tenham a chance de aprender um pouco sobre os fenômenos da natureza. Os corações estão aí para que os homens aprendam a utilizá-lo. Um órgão tão importante, que bombeia o sangue pelo nosso corpo e nos faz viver, não pode ser tratado como um objeto sem vida, que vive enterrado e se revolta quando existe a aproximação de um semelhante.

      
Seja feliz. Deixe seu coração em paz. Permita sua cumplicidade com o outro, de forma a construir uma enorme corrente por um amanhã melhor, onde possamos tremer somente de emoção a cada bom momento vivido.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

INTERAGINDO

Os acidentes de trabalho e
os programas de prevenção


Carina Pavan (carina@ekj.adv.br)
Advogada associada ao Escritório Katzwinkel e Advogados Associados - Curitiba/PR

       
Tratado como um dos principais problemas enfrentados pela humanidade, a saúde do trabalhador é um assunto que, cada vez mais, requer atenção do setor privado e dos órgãos públicos. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, durante o ano de 2008 foram registrados cerca de 747,7 mil acidentes de trabalho. Comparado com o ano de 2007, o número teve um aumento de 13,4%.

       
A legislação brasileira considera acidente de trabalho aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão coporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte, perda ou redução permamente ou temporária da capacidade para o trabalho. Além disso, conforme a legislação, os acidentes de trabalhos podem ocorrer no local de trabalho, a serviço da empresa, nos intervalos e no percurso entre a residência e o local de atuação. É considerado acidente de trabalho a doença profissional, ou seja, a doença desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade, como, por exemplo, a lesão por esforço repetitivo (LER). Também podemos considerar como acidente de trabalho a doença adquirida em função de condições especiais em que o trabalho foi realizado e que se relacione diretamente com ele, entre elas as alergias respiratórias e o stress.

       
Pensando justamente nos elevados índices de acidentes ocorridos nas empresas, foram criados programas de implantação obrigatória e que visam o apoio à prevenção de acidentes do trabalho. Entre estes programas podemos destacar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), obrigatória em toda a empresa privada ou pública, que possuam 20 ou mais empregados regidos pela CLT; o Programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO), cujo objetivo é a promoção e preservação da saúde dos trabalhadores e inclui os exames médicos ocupacionais; o Programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA), que tem como finalidade a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, considerando a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais; e o Programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção (PCMAT), cujo objetivo é definir medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria de construção com 20 ou mais empregados.

       
Se isso não bastasse, em 2006 foi criado o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), através da Lei 10.666, mas que teve sua regulamentação com a Resolução 1.309/2009 do Conselho Nacional de Previdência Social. A finalidade do FAP é incentivar a melhoria das condições de trabalho e da saúde do trabalhador, estimulando as empresas a implementarem políticas mais efetivas de saúde e segurança do trabalho para reduzir a acidentabilidade. O FAP é um índice que pode reduzir à metade, ou duplicar, a alíquota de contribuição do Seguro de Acidentes do Trabalho – SAT/RAT, pago pelas empresas sobre a folha de pagamento, conforme o enquadramento em risco leve (1%), risco médio (2%) e risco grave (3%). O FAP é individual para cada empresa, vai variar anualmente e será calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentabilidade e de registros acidentários da previdência social para aquela empresa.

       
Além disso, neste mês de janeiro foram implantadas novas regras ao FAP, sendo que as empresas que investirem em medidas de segurança e saúde, reduzindo o número de acidentes ou doenças do trabalho, terão bonificação no cálculo da contribuição devida no período. Enquanto que as empresas que não investiram em saúde e segurança, terão a cobrança do SAT/RAT aumentada em até 100%, dependendo do seu histórico de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. Como empresas que tem um alto índice de acidentabilidade terão sua carga tributária elevada, já existem discussões judiciais acerca da constitucionalidade da Lei 10.666/2006 que criou o FAP. No entanto, as conseqüências diretas dessa nova sistemática começarão a serem sentidas nestes primeiros meses do ano, e assim saberemos se realmente o objetivo é reduzir os acidentes de trabalho ou aumentar a arrecadação tributária sobre as empresas.

        Vale ressaltar que as novas regras do fator acidentário não trarão qualquer alteração na contribuição das pequenas e microempresas, já que elas recolhem os tributos pelo sistema simplificado e estão isentas da contribuição para o seguro acidente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

REPORTANDO

Petrobras: quarto lugar entre as maiores

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil

        Rio de Janeiro - A Petrobras subiu do nono para o quarto lugar no ranking das 50 maiores empresas de energia do mundo, segundo avaliação da consultora PFC Energy. Segundo nota divulgada na noite de ontem (26) pela estatal brasileira, o cálculo levou em conta o valor de mercado das companhias em dezembro do ano passado.
        Segundo a PFC Energy, ao longo de 2009, as ações da Petrobras registraram alta de 103%, índice maior do que o alcançado pelas três primeiras da lista (PetroChina, Exxon e BHP Billiton). A consultoria destacou, ainda, o rápido crescimento da Petrobras, que saiu da 23ª colocação para o quarto lugar, em apenas oito anos. Nesse período, o valor de mercado da Companhia subiu de US$ 96,8 bilhões de dólares para US$ 199,2 bilhões, segundo a empresa.
        A estatal brasileira superou empresas do porte da Shell, da BP, da Sinopec, da Chevron, da Total, e da Gasprom, que, pela ordem, também estão entre as dez maiores empresas de energia do mundo.
        A PFC Energy é uma consultoria de energia com atuação em empresas e governos em todo o mundo há mais de 20 anos. Ela publica anualmente o ranking das 50 maiores companhias de energia com ações em bolsa – usando como principal critério o desempenho no mercado de capitais. Fundada em 1984, a PFC Energy tem escritórios em Washington, Paris, Houston, Bahrain, Lausanne, Kuala Lumpur e Buenos Aires.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ANOTANDO

OUSADIA

Bandidos estão “fazendo a festa” no bairro do Parque de Exposições, em Parnamirim (RN). Várias casas foram “visitadas” pelos ladrões nos últimos dias. Na manhã dessa segunda-feira, a rua Parque Antártica foi a escolhida. Nem as casas com cercas elétricas estão sendo poupadas.

PROVIDÊNCIA
Mas o comandante do 3º. Batalhão da Polícia Militar, major Jair Júnior, já tomou conhecimento do problema e garante que vai intensificar o policiamento.

SUGESTÃO
Será que o ganhador do Big Brother não quer ser o vice de Iberê Ferreira, na chapa que concorrerá ao governo do Rio Grande do Norte?

INTERAÇÃO
Agradeço aos jornalistas Miranda Sá e Marcos Calaça, à professora Lúcia Eneida e ao publicitário e PM George Stevenson pelo incentivo ao blog.

CONSTATAÇÃO
O Criando Pauta não é porta-voz de nenhum partido político, nem de nenhum político. Quem tiver achando ruim vá reclamar ao papa... João Paulo II.

DÚVIDA
A prefeitura de Natal vai ou não convocar os aprovados no concurso mais recente para professores? Ou será que está esperando que fique mais perto da eleição?

ARTICULADOR
Presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Rosano Taveira, é um dos principais nomes de apoio ao prefeito Maurício Marques.

MESMICE
É impressionante como são as mesmas caras, há décadas, que disputam o poder no Rio Grande do Norte. É uma grande capitania hereditária, passando de pai pra filho, pra sobrinho, pra neto. E o povo votando, se lascando, apanhando na cara e gostando, pelo jeito.

INFORMATIVO
Jornal do Cariri é um dos principais informativos cearenses, comandando pelo jornalista Luzenor Oliveira.

TUDO A VER
Algumas das principais decisões da política norte-rio-grandense estão sendo tomadas na beira da praia, nos últimos dias. Os encontros são testemunhados por dezenas de calhordas que utilizam a profissão de jornalista para beber, comer e passear de lancha de graça. Daqui a alguns dias, não tenho dúvida que todas as pendências sejam resolvidas, durante o carnaval. Haja “seriedade” dessa turma.

CANTOR
Deputado-seresteiro Luiz Almir solta a voz hoje à noite, a partir das 20 horas, na 15ª. Edição da Feira Internacional de Artesanato, que está acontecendo no Centro de Convenções de Natal, na Via Costeira.

EXPECTATIVA
Depois que as rádios do RN decidiram que a tal música da “Bicicletinha” é um sucesso, é bom preparar os tímpanos. Daqui a pouco, no carnaval, deve surgir outra “coisa” dessa por aí. Jamais podemos lembrar de que já tivemos que ouvir “pocotó, pocotó, pocotó, minha eguinha pocotó”... Caramba, tem horas que parece ser melhor estar no Haiti!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ENTREVISTANDO

Major Margarida Brandão é policial militar há vinte anos. Mãe de duas meninas, adora a profissão. Ela coordena o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) no Norte-Nordeste, além de comandar a Companhia Independente de Prevenção ao uso de Drogas (Cipred) no Rio Grande do Norte, a primeira no Brasil a atuar especificamente na problemática das drogas. Ela concedeu entrevista exclusiva à repórter Silvia Correia, do “Criando Pauta”.




Criando Pauta: Como e onde surgiu o Proerd?

Major Margarida Brandão: Surgiu há vinte e quatro anos, nos Estados Unidos, através de Ruth Rich, psicopedagoga, que perdeu o seu filho mais velho, de 12 anos, devido ao envolvimento dele com as drogas. Essa professora montou o projeto Drug Abuse Resistance Education (DARE), com vários profissionais da educação, em Los Angeles. E, através da embaixada americana, vieram vários policiais dos Estados Unidos e da Europa que foram divididos para todo o Brasil. Portanto, o Proerd é uma expansão desse projeto que hoje é realizado em mais de 54 países e abrange todos os estados do território brasileiro.

CP - O que é e como funciona?
MB: É um programa de cunho social preventivo, posto em prática por policias militares que são devidamente selecionados e capacitados. Esses policiais vão às escolas da rede pública e privada e durante o semestre, uma vez por semana e durante uma hora, desenvolvem o conteúdo que está em uma cartilha padronizada nacionalmente. Esse programa acontece durante seis meses e após a sua aplicação vários conteúdos são trabalhados dentro de sala de aula de diversas formas, como: teatro; música; atividades de leitura; redação; a gincana do conhecimento, onde o aluno é avaliado, após a aplicação do programa, para ver se aprenderam realmente o sentido da problemática das drogas. E no final disso tudo, é realizado uma grande festa de formatura para valorizarmos a criança e sua família, levando um pouco da palavra de Deus para que eles compreendam o papel fundamental da família. O programa acontece dessa forma em todo o país.

CP - Quais os objetivos desse trabalho?
MB: O objetivo principal é de orientar as crianças, os adolescentes e as famílias para que entendam o grande mal que as drogas vêm causando hoje na sociedade. E o nosso principal alerta é através da informação. Buscamos mostrar, aos envolvidos nesse programa, as várias alternativas de se valorizar a vida. Mas o principal ponto, na verdade, é levar o aluno, a criança, o adolescente, a entender um pouco mais das suas escolhas, para eles pensarem que tudo eles escolherem haverá uma conseqüência, ensiná-los a refletir. Principalmente a entender o seu papel, qual a contribuição dele diante da sociedade, diante da sua escola, diante da sua família.

CP - Há quanto tempo o Proerd existe aqui no RN e como começou?
MB: No Rio Grande do Norte, o Proerd chegou em 2002 com o programa de capacitação dos profissionais, que durou dois meses, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Esse projeto começou como um programa e hoje, tornou-se uma companhia (CIPRED – Companhia Independente de Prevenção ao uso de Drogas). No início, contava com a ajuda de apenas cinco policiais atendendo a cem alunos. Contudo, com o tempo, essa demanda foi crescendo e hoje o programa, além de atender as crianças, atende os adolescentes, os alunos que estão entre o 6º e 7º ano e também, os pais desses alunos. A necessidade da sociedade é tanta hoje que, a partir desse ano, vamos atender a educação infantil. Tudo isso para que a prevenção e a informação cheguem, o quanto antes, na casa das pessoas.

CP - E o que é a Cipred e onde essa Companhia atua?
MB: A Cipred é a primeira companhia no país em que policiais trabalham exclusivamente na prevenção nas escolas. Ela, hoje, atende a vinte e sete municípios e a, aproximadamente, 100 mil alunos aqui no Estado do RN.

CP - E esse trabalho dos policiais é voluntário?
MB: É voluntário, mas têm que ser policial para estar no Proerd.

CP -E quem está à frente desse projeto aqui no RN?
MB: Hoje eu coordeno o Proerd a nível de região Norte-Nordeste, como também aqui no Rio Grande do Norte, sou coordenadora estadual. E como o projeto virou uma companhia, hoje sou a comandante dela.

CP - E o Proerd tem sede própria? Onde que ele funciona?
MB: Nós ainda não temos sede própria. Funcionamos em um anexo, emprestado, do Centro Integrado de Apoio Social Policial. Precisamos realmente de um apoio maior do governo do Estado para a estruturação do programa.

CP - E qual a principal dificuldade que o Proerd enfrenta?
MB: A nossa principal dificuldade é com relação à confecção material didático. É uma quantidade muito grande de alunos atendidos e nós não estamos mais dando conta de tantos pedidos.

CP - E como esse projeto é mantido?
MB: Inicialmente, quem nos ajuda são os pais dos alunos e algumas empresas aqui, como a Nutriday, que tem patrocinado a confecção dos materiais didáticos. E é assim que temos sobrevivido. Mas, por causa dessa grande solicitação e procura, é importante que o governo possa chegar mais junto dando esse respaldo. Os policias da Cipred querem trabalhar, mas necessitam de no mínimo esse material para poderem colocar em prática.

CP - Como é feita a divulgação?
MB: Temos o nosso site: http://www.proerd.rn.gov.br. Inclusive, nesse site, que é uma dos mais acessados do país, temos o site nacional, ou seja, entrando no nosso site as pessoas podem navegar por todos os sites do Proerd nos outros Estados e também de alguns outros países como Estados Unidos, México e Canadá. Temos também alguns programas de rádio, que começa agora a partir de março e tem também o telefone do comando geral: 3232-6330. Qualquer informação que vocês queiram saber é só telefonar que estamos prontos para atendê-los.

CP - E com relação aos eventos, qual o próximo calendário de vocês?
MB: Agora em 2010, o nosso calendário para abril vai ser a semana da prevenção onde várias Secretarias vão trabalhar essa temática da prevenção dentro das suas respectivas áreas. Por exemplo: a Secretaria de Turismo estará trabalhando a prevenção nas escolas. Irão falar sobre a exploração sexual e uma série de fatores; a Secretaria de Esporte estará proporcionando vários campeonatos e gincanas nos bairros e nas escolas; e a próxima, que será a formatura, ocorrerá no dia 19 do mês de junho, no Ginásio Machadinho, e logo após, no Machadão, estaremos realizando uma grande micareta da prevenção – a partir das 9 horas da manhã, com aproximadamente 20 mil alunos atendidos.

CP - Quantos instrutores? Quem são eles? Eles possuem alguma formação técnica?
MB: Temos 75 policiais, entre homens e mulheres. Temos sargentos, cabos, eu como major, temos o capitão Arthur, a grande maioria é de soldados. Temos formação técnica, sim. É um curso muito puxado. Nós, coordenadores, selecionamos os melhores policiais da corporação. O comandante geral, coronel Marcondes Pinheiro, nos dá esse aval para escolhermos quem tem o perfil adequado para essa área da educação. A grande maioria é de pedagogos, quem têm uma larga experiência nas salas de aula.

CP - Como as escolas beneficiadas são selecionadas?
MB: É feito um levantamento nas Secretarias de Educação, tanto a estadual quanto a municipal, e as comunidades que apresentarem uma maior incidência de prostituição, violência, problemas com as drogas em torno das escolas e é através desse mapeamento que o programa entra em ação.

CP - E quantas pessoas já foram beneficiadas?
MB: Mais de 400 mil alunos, desde 2002, já fizeram parte do programa.

CP - Cite um exemplo de alguém que foi resgatado das drogas.
MB: O exemplo mais marcante aconteceu no município de Cruzeta, onde uma aluna, através das aulas do Proerd, ajudou o seu pai a sair da dependência química. O policial Ailton foi quem fez todo o resgate dessa família, encaminhando para psicólogos e assistentes sociais. Já tem quatro anos que isso ocorreu e, graças a Deus, esse pai – que ainda continua em tratamento - está recuperado, com a saúde boa e feliz. Muitos outros casos como esse de Cruzeta continuam a ocorrer. As crianças cobram da família a mudança de postura dentro de casa e essa questão do consumo da bebida alcoólica dentro e fora de casa.

CP - Como a senhora se sente sabendo que a polícia acaba por desempenhar uma função que, talvez, devesse ser de outra instituição?
MB: Hoje, o policial militar além de ser policial tem que ser psicólogo, padre, pastor, assistente social, pai, mãe. Então, eu me sinto feliz por estar colaborando com a sociedade. Na verdade, cada vez mais os profissionais da área de segurança estão preparados para essa “segurança cidadã”, de interação com a comunidade. Antes, faltava muito esse diálogo e abertura entre a polícia e a população, mas hoje temos a sociedade como uma parceira, esse é o nosso grande diferencial. Contudo, ainda existem policias que insistem em ter na cabeça a questão da repressão. Claro, que nos momentos necessários, a repressão tem que estar em ação, mas não precisa ser realizada o tempo inteiro. A sociedade deve respeitar os profissionais e os profissionais respeitarem a sociedade.

CP - Um alerta aos familiares sobre o perigo das drogas para os jovens.
MB: Um alerta que deixo para os pais e as mães é que o traficante não é aquela pessoa do mal, feia, suja, mal vestida. O traficante está perto de vocês e de seus filhos. Ele utiliza diversas ferramentas para entrar na sua casa e você nem perceber. Portanto, é obrigação dos pais procurarem saber com que seus filhos andam e conversam; o que assistem ou acessam na internet. Isso é muito importante. Sem falar, que devem também procurar saber a vida dos filhos na escola, no esporte. Eles necessitam desse apoio, especialmente na fase da adolescência.

CP - Quais suas considerações finais?
MB: Queria deixar aqui o meu alerta e agradecimento a toda a imprensa, porque vocês são formadores de opinião e também contribuem nessa luta de prevenção. A quantidade de vidas e famílias que vocês já resgataram é imensa. Queremos deixar aqui nosso agradecimento a toda imprensa que tem esse cuidado em estar divulgando informações e conscientizado as pessoas e que colabora com as pessoas e instituições que também partilham desse objetivo de ajudar ao próximo. Portanto, esse é o nosso agradecimento, não só da Polícia Militar e dos profissionais que trabalham no Proerd, mas de todos os profissionais do Rio Grande do Norte. Continuem nos ajudando a divulgar informação da prevenção, porque vocês entram nos lares e famílias e acabam fortalecendo o nosso trabalho.

Saiba mais:
www.proerd.rn.gov.br

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

REFLETINDO

Quem é?
João Ricardo Correia
Jornalista

        Toc, toc, toc... Alguém bate na porta. Ela fica em silêncio. Vem a insistência: toc, toc, toc... Sua resposta continua a mesma, calada, imóvel, inerte diante de quem tenta o contato. Sua atitude é inútil. Toc, toc, toc, toc, toc, toc... Os batidos duplicaram e foram mais intensos. Passam dois, três minutos... Toc, toc, toc... Nada de resposta. A porta continuou fechada. Cinco, dez, vinte minutos, uma hora depois... Não havia mais nada de novo. Ninguém mais queria mostrar-se à mulher. Sozinha, viu-se curiosa, instigada a saber quem estava ali, a sua procura e sequer foi recepcionado. Seria o carteiro, com uma carta do parente distante ou do namorado da adolescência? Ou seria a vizinha, querendo uma xícara de açúcar emprestada? Talvez fosse o cobrador. Ou um mendigo pedindo um pão?

       
O medo de encarar o desconhecido fez aquela mulher ficar pensativa por muitos dias. Dias vividos quase sem companhia naquela pequena casa, com exceção das duas carijós que engordavam no quintal, para virar canja na próxima gripe forte.

       
Passaram-se meses, quem sabe anos, mas a mulher nunca mais foi a mesma. Aqueles batidos na porta nunca foram esquecidos. Ela os levava para a cama, acordava com eles. Viraram íntimos. Tão íntimos que em muitas madrugadas levantava da cama, sentava na cadeira de balanço e sonhava com aquele som... Toc, toc, toc...

       
O tempo passou, a antiga porta já estava toda desbotada, das carijós nem as penas restavam no terreiro, os dias e noites tinham pintados todos os seus cabelos de branco e a mulher continuava ali, querendo saber “quem danado” insistiu tanto para vê-la e ela não atendeu ao chamado.

       
Tem muita gente assim, que se tranca em seu mundo, fica isolada, sem dar chance ao novo, ao desconhecido e termina passando a vida toda ansiosa, curiosa, cheia de dúvidas e esperanças desesperançosas, porque um dia não teve a coragem de abrir a porta da casa, ou do coração. Isso mesmo. Da mesma forma que muitos impedem o desconhecido ter, pelo menos, a visão de como é a sala de estar da sua residência, outros tantos travam o coração e se alimentam para sempre somente dos sentimentos que ali já estavam, muitas vezes velhos, superados, precisando de oxigenação para fazer fluir melhor o sangue pelo corpo.

       
Abra sua vida, sua mente, seu coração. De forma responsável, cuidadosa, precavida, para não permitir invasões indevidas. Selecione as entradas, para que as saídas e permanências não sejam traumatizantes. Quando ouvir um toc, toc te chamando, vá na direção do som, pegue na fechadura, respire fundo e abra. Dê oportunidade para que as oportunidades cheguem até você. A mesma porta pela qual chega a pior notícia da sua vida, pode também dar acesso a uma nova manhã, linda, maravilhosa, depois de uma noite aterrorizante.

       
Chega de medos. A fragilidade humana existe, mas nunca deve ser maior que nossa força para abrir uma simples porta. Toc, toc, toc... “Quem é?”. Vá, pergunte! Já é um bom começo.
COMUNICANDO
Muito bacana a repercussão do blog. Mensagens vindas de vários estados brasileiros indicam que o Criando Pauta ultrapassou - e muito - as barreiras do Rio Grande do Norte. Só temos a agradecer os acessos, a todos vocês.

DROGA
Na segunda-feira, entrevista exclusiva com a coordenadora do Programa de Erradicação das Drogas (Proerd), major Margarida Brandão, da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

INTERAGINDO

Retroperspectiva – o que aconteceu em 2009 e o que esperamos em 2010

Alexandro Costa
Aluno do 3º período de jornalismo (UFRN)

         E 2009 acabou. Enquanto que em alguns momentos temos a impressão que passou rápido demais, em outros percebemos o quanto foi recheado de acontecimentos que marcaram época. O que sabemos: foi um ano bem elétrico. Como não poderia deixar de ser, como em todo início de ano, temos a tradicional – além dos fogos de artifício e das promessas de Ano Novo que esquecemos no primeiro mês – retrospectiva. Aqui também não poderia deixar de ser.

       
O brasileiro é povo festivo. Como todo mundo bem sabe, no Brasil o ano só começa depois do Carnaval, o que muitos intelectuais chamam de “sono letárgico”. Para muitos – lê-se presidentes e comunidades das escolas de samba – não tem nada de sono não. Está mais é pra “musa dos olhos arregalados”, como diria Machado de Assis. Em 2009 não foi diferente e sagraram-se campeãs as agremiações Salgueiro (Rio de Janeiro) e Mocidade Alegre (São Paulo).

       
Rio de Janeiro. Esse foi o nome de 2009. Tanto em coisas boas como em coisas ruins. Coisa muito boa: Olimpíada de 2016, a primeira a ser realizada na América Latina. Adivinha em que cidade sul-americana? Detalhe: desbancando Madri, Chicago e Tóquio. Rio de Janeiro. Coisas ruins: a disputa no Morro dos Macacos, Zona Oeste do Rio. Saldo: 12 mortos e um helicóptero da polícia derrubado por traficantes. Medo. E uma mistura de medo e surpresa quando de repente o Rio se fez em trevas. O apagão que até agora ninguém soube explicar, foram 18 estados brasileiros na escuridão Apenas sabemos que o governo não irá ressarcir os brasileiros que perderam os eletrodomésticos por causa da pane repentina. E mal começou 2010 e a cidade maravilhosa já chora a morte de 49 pessoas em consequência de desabamentos de encostas causados pelas fortes chuvas.

       
E como não falar da protagonista de 2009 na área da saúde? De nome oficial Influenza A e apelido “gripe suína”, a H1N1 fez da máscara hospitalar acessório indispensável. Morreram cerca de 1600 pessoas no Brasil e mais de 10 000 ao redor do mundo. O número de óbitos foi considerado pequeno, apesar da palavra que acompanhava a H1N1: pandemia.

       
E por falar em desgraça, morrem pessoas diariamente ao redor do mundo por diversos motivos. Mortes matadas e mortes morridas, como diz a sabedoria popular. Mas nenhuma causou tanto alvoroço quanto a morte repentina, aos 50 anos, de Michael Jackson. De repente o site TMZ noticiou aquilo que qualquer um podia jurar que era uma grande mentira ou, ao menos, um grande engano. Mas não é que era verdade? E de repente o menino negro que ficou branco (esse fato nunca entrou na cabeça das pessoas) foi novamente alçado ao topo da fama. Seus discos foram mais procurados que coca-cola no deserto. E ficamos nos perguntando: Será que para sermos lembrados, precisamos morrer?

       
Como não deveria deixar de ser, aqui no Brasil, um escândalo político: o dinheiro na meia. Mas já não tinha o da cueca? Sim, tinha. Mas o de 2009 foi na meia mesmo. Pelo menos a gente aprende onde colocar dinheiro quando nos falta espaço nos bolsos. A cena, que foi gravada por uma câmera escondida durante a operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, aconteceu em Brasília – DF. Ah, mas escândalo em Brasília não é mais escândalo, é rotina. Os envolvidos eram do DEM (Democratas): o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente, e o Governador do DF, José Roberto Arruda. Além deles estava também o deputado Rubens César Brunelli (PSC-DF). O mais chocante na gravação não ficou por conta da meia, mas por uma cena posterior: os parlamentares agradecem a Deus pela propina.

       
E o que esperamos de 2010? Ao menos que não haja mais nenhuma pandemia, sou realista. Mas ano novo é quando todo mundo jura que o melhor pode acontecer. E qual o problema em acreditar que sim, o melhor pode acontecer? Novas perspectivas, quase utopias, mas e daí? É ano novo mesmo! Copa do Mundo chegando, o país é mais Brasil que nunca (danado que ninguém se lembra que é brasileiro quando é necessário protestar contra o trocadinho na meia, mas...), Carnaval este ano é mais cedo, temos um monte de feriados pela frente, o que queremos mais? Queremos comprometimento. Comprometimento por parte dos que comandam este país, comprometimento por parte daqueles que levam nosso país pela mão. Sim, porque apesar de Copa e Olimpíada, nosso país ainda é uma criança.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

REPORTANDO

Videogames: o perigo do vício

Folha Universal (
www.folhauniversal.com.br)

        No final do ano passado, um garoto japonês resolveu se casar. Mas o que aparentemente era uma notícia boa, na verdade, era o sintoma de um grande distúrbio. O problema era a noiva: uma personagem do videogame “Love Plus”, cujo objetivo é exatamente a formação de casais entre os personagens.
        A cerimônia real foi transmitida pela internet e teve mestre de cerimônia e, como testemunha, uma “amiga” da noiva, também virtual.
        Essas formas extremas de se relacionar com os jogos eletrônicos podem parecer até engraçadas, mas significam algo bem mais preocupante para quem as vivencia, mesmo que os usuários não cheguem a absurdos como no caso do jovem japonês.
        Uma pesquisa realizada pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, comprovou cientificamente o que muita gente já suspeitava: videogames viciam.
        O estudo coordenado pelo psicólogo Douglas Gentile entrevistou 1.178 jovens com idades entre 8 e 18 anos e concluiu que um em cada dez aficionados pelos games fazem uso patológico dos jogos eletrônicos. “Uso patológico quer dizer que alguma coisa que alguém está fazendo, neste caso jogar videogame, é prejudicial de diversas formas”, disse Gentile no estudo.
        Para o psicólogo brasileiro Alexandre Pill, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI) da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, o estudo é importante para alertar sobre o uso crescente dos videogames, usados tanto por adolescentes quanto por adultos.
        “O jogo é uma válvula de escape. E o vício é uma forma de encobrir, de compensar problemas que não se consegue resolver”, diz.
        Pill esclarece que os jogos mais modernos, usados em computadores e conectados em rede, têm dinâmicas diferentes dos de gerações anteriores. “Hoje, os jogos têm muito mais enredo, envolvem pela interação”, conclui.
        Segundo ele, é hora de começar a se preocupar quando a vontade de jogar começa a atrapalhar a vida social.
        “O diagnóstico é complicado porque depende de cada caso. Por exemplo, um pai que nunca jogou videogame na vida pode achar que o filho que passa duas horas jogando já está com problemas, o que não é verdade necessariamente”, afirma.
        Se a pessoa, porém, começa a deixar de sair com os amigos, cancelar viagens ou faltar a encontros familiares para jogar, pode ser indício de que a diversão deu lugar ao vício.
        Mas, ao contrário do que se pensa, o tratamento não é obrigatoriamente a proibição dos jogos ou a exclusão do computador da rotina do jogador. “O vício é só uma comissão de frente, um sintoma. É preciso tratar as causas.
A vida das pessoas depende cada vez mais dos computadores. Como dizer para alguém que não pode mais se aproximar da máquina?”, questiona Pill.
        O NPPI mantém um serviço gratuito de orientação psicológica online, que não é tratamento online, mas pode auxiliar na busca por ajuda especializada. Mais informações no site
www.pucsp.br/nppi.



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ANOTANDO

CANIVETE
O diretor do Museu do Porto de Natal, Aproniano César Fagundes, denunciará à polícia, ainda hoje, o furto de um canivete alemão, que fazia parte do seu acervo, ocorrido na semana passada, dentro da instituição. O Museu funciona nas dependências do Mercado de Petrópolis.

AGRADECIMENTO
Agradeço aos jornalistas Ricardo Rosado, Carlos Alberto Barbosa e Rosinaldo Vieira Lima; tenente-coronel PM Wellington Alves Pinto; coronel PMRN Francisco Canindé de Araújo Silva e ao advogado Josoniel Fonsêca pelas mensagens de incentivo a este blog.

CAMPANHA
Pré-candidato a deputado estadual este ano, o vice-presidente do PT no Rio Grande do Norte, Raimundo Glauco, pretende provocar uma discussão acerca das origens de recursos das campanhas políticas. Em 2006, quando foi candidato a deputado federal, ele já prestou contas de onde veio o dinheiro gasto e agora vai repetir a dose.

DESCONECTADOS
Dezenas de usuários que se conectam à internet por meio da Jet, em Natal, estão sem acesso à rede mundial de computadores desde sábado passado. A informação é que está sendo feita uma manutenção nos equipamentos, daí a suspensão no serviço.

PASSAGEIROS
Quem precisa pegar ônibus nos distritos de Nísia Floresta, no litoral Sul do Rio Grande do Norte, passa por maus bocados. Além da demora em passar os veículos, a buraqueira nas estradas de barro infernizam a viagem. E as autoridades parecem que só vão descobrir isso quando estiver bem pertinho da eleição. Aí, chegam as promessas, as operações tapa-buraco...

REFORÇO
Jornalista Dessana Araújo reforça a equipe da edição matutina d’O Jornal de Hoje, a partir da próxima semana. Substituirá Leonardo Dantas.

EXEMPLO
A morte da médica Zilda Arns, no terremoto do Haiti, serviu para mostrar a muitas pessoas o belo trabalho realizado por ela há tantos anos, mas que só ficou sendo conhecido pela maioria por causa do seu desaparecimento. Lamentavelmente, muitas obras só são reconhecidas depois da morte dos seus autores.

DROGAS
Moradores do conjunto Vale do Pitimbu, zona Sul de Natal, denunciam várias bocas-de-fumo na comunidade. A Polícia Civil precisa intensificar as investigações e a Polícia Militar deve reforçar o policiamento ostensivo. Aliás, é no Vale do Pitimbu que fica a sede da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), uma das unidades mais operacionais da PM no Rio Grande do Norte.

PERIGO
O número de mortes de vítimas em acidentes com motocicletas subiu 500% no Brasil, nos últimos dois anos.

FALATÓRIO
A remoção da comunidade do Maruim, na zona Leste de Natal, está longe de acontecer. Por enquanto, o que se tem é muita conversa e pouca ação. Não há uma previsão concreta para que todas as famílias sejam retiradas, os barracos demolidos e liberada a área para expansão do Porto de Natal. Quem sabe de toda verdade são as religiosas católicas que fazem um trabalho de evangelização dos moradores. O resto é conversa fiada e promessa de político sem vergonha na cara.

REFLEXÃO
Pegue na mão do seu filho hoje e o leve a uma igreja. É melhor que amanhã você ver a polícia o pegando e o levando para um presídio.

COMUNICADOR
Salatiel de Souza comanda as manhãs na Rádio Clube AM (1.270), em Natal, com informações, entrevistas, discussões dos problemas da cidade. A produção fica por conta do radialista Francis Júnior, sinônimo de simpatia e competência.

SERESTEIRO
Deputado estadual Luiz Almir, do PV, continua cantando e encantando nos “Serestões do Povo”, que realiza, gratuitamente, por todo o Rio Grande do Norte.

CARRANCUDOS
No quesito simpatia, os dois principais - até agora - pré-candidatos à presidência do Brasil enfrentam sérios problemas. Dilma Rousseff e José Serra precisam ainda de muito treino.

INTERAÇÃO
Participe do blog. Mande e-mails com sugestões, críticas, notícias para o criandopauta@hotmail.com.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ENTREVISTANDO

RONALDO PEREIRA DE ARAÚJO
Diretor administrativo do Horto Florestal
Parque das Serras - Natal - RN

Ronaldo Pereira de Araújo, diretor administrativo do Horto Florestal Parque das Serras, trabalha há 19 anos com as plantas e o reflorestamento. Começou seu trabalho no Horto Florestal Parque do Pitimbu. Em seguida, entrou em parceria com o Parque das Serras, localizado na primeira etapa do conjunto Satélite, zona Sul de Natal, e em menos de três meses assumiu a diretoria administrativa. Contudo, começou a perceber que não adiantava só produzir plantas nativas e doar. Era interessante também preparar as pessoas para cuidar do meio ambiente. Foi quando o horto começou a receber estudantes e ele, com outros voluntários, passaram a ensinar a importância das águas, da arborização, do reflorestamento, ou seja, a importância da preservação ambiental para as crianças. Ronaldo trabalha também na Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, onde fez curso de Crimes Ambientais. Ronaldo falou com exclusividade ao Criando Pauta. Confira a entrevista à repórter Silvia Correia.

Criando Pauta - Como surgiu a idéia da criação do Horto Florestal Parque das Serras?
Ronaldo Pereira: Surgiu devido à preocupação da ONG Instituto Reação Periférica com o meio ambiente. Então, realizamos um acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), através de Kalazans Bezerra, e o lixão que encontrava-se na região do corredor ecológico transformou-se no Horto Florestal Parque do Pitimbú e Parque das Serras.

CP - O que é um horto florestal?
R
P: É um trabalho voluntário de militância, criado no dia 2 de março de 1991. Ele é uma associação que funciona como uma ONG, pois tem trabalhos de conscientização ambiental dentro das escolas e que agora terá todas as suas ações direcionadas com a rede ambientalista, que hoje possui uma força maior.

CP - E por que as associações ambientalistas possuem uma força maior hoje em dia?
RP: Porque antigamente, quando se destruía uma área, nós ambientalistas, íamos tentar impedir impulsionados apenas pela paixão. Hoje, possuímos um conhecimento técnico e jurídico mais apurado e com isso podemos argumentar mais com maior credibilidade. Continuamos com a mesma paixão de antes, mas com os pés no chão e apoiados por leis, como a da Mata Atlântica e a dos crimes ambientais.

CP - Como o horto é mantido financeiramente?
RP: Por mim e pelo trabalho voluntário de outras pessoas.

CP - E existe algum incentivo do governo?
RP: Não. É tudo trabalho voluntário, que agora está se encaminhado para as parcerias.

CP - E os eventos que acontecem no horto são remunerados?
RP: Não, não. São eventos gratuitos e beneficentes.

CP - Quais os projetos futuros para o horto?
RP: Estamos com um projeto para esse ano, de fazermos uma escolinha no horto com aulas de técnicas de marcenaria, jardinagem e paisagismo, para tirar as crianças das ruas. Temos também todo um material para iniciar uma ação na questão da poluição do rio Pitimbu. E as trilhas também estarão retornando esse ano. Está prevista uma para ser realizada por todo o rio Pitimbu, de Macaíba a lagoa do Jiqui.

CP - Quando começou a preocupação com o prolongamento da avenida Prudente de Morais, que recentemente foi embargado e, agora, a justiça federal autorizou a continuação da obra? Quando que começaram a se envolver mesmo com a questão?
RP: Para falar sobre isso temos que recordar um pouco. Essa obra foi iniciada em 2002, mas descobriram que esse projeto não poderia ser concretizado, porque causaria um impacto ambiental muito forte, por ser uma área de lençóis freáticos, que tinha dunas e era uma área protegida por leis, inclusive federais, e por causa do rio Pitimbu, que é ele que abastece a lagoa do Jiqui. Então, isso virou uma grande preocupação, porque depois de um tempo os administradores da obra desarquivaram o processo e colocaram como se estivesse tudo legalizado, o que não era verdade. E então, o já mencionado acordo realizado com a Semurb foi descumprido pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER), o que gerou a denúncia do nosso Instituto.

CP - Qual a equipe que está à frente contra a continuação dessa obra?
RP: A nossa equipe é composta por diversas ONG’s como: o Horto Pitimbu e Parque das Serras; o Instituto de Reação Periférica (que iniciou esse processo); a Associação Potiguar dos Amigos da Natureza; a ONG Baobá; o Pró-Pitimbu; a Associação Potiguar de Defesa à Cidadania e outras que no momento não estou lembrando. Possuímos uma grande equipe que, pela primeira vez, está fazendo um trabalho articulado e pretendemos continuar assim.

CP - E quais as principais dificuldades no início desse processo?
RP: No início, muitas pessoas foram contra a nossa denúncia, pois acreditavam que era só “pirraça”, não davam muita crença e as autoridades não repassavam os documentos para nosso Instituto. Contudo, ao levarmos o promotor desse processo para ver a região desmatada, da biosfera da Mata Atlântica, a gravidade dessa obra foi comprovada.

CP - Qual a justificativa utilizada pelos empreiteiros dessa obra para iniciá-la?
RP: A região dessa obra estava, no documento, caracterizada como um tabuleiro costeiro e não como uma reserva de Mata Atlântica. Contudo, depois foi comprovado que realmente se trata de uma área de Mata Atlântica, inclusive mata atlântica primária, devido à descoberta de um pau-brasil de mais de 120 metros e mais de cem anos. Além do pau-brasil, foi descoberta também, pela bióloga e especialista nas águas interiores, a existência de dois pássaros em extinção: Chorozinho-de-Papo-Preto (hiperpercilochmus) e o Jucu-de-barriga-castanha (Penelope Ochrogastes) e só são encontrados nessa região, pois interagem diretamente com mata atlântica e o rio Pitimbu. Você destruir um é a mesma coisa que destruir o outro, automaticamente.

CP - Quais os principais impactos causados por essa obra?
RP: Além da destruição da vegetação, da impermeabilização do rio e o prejuízo na climatização, essa obra causará um grande impacto no trânsito. Não irá prejudicar tanto quem vem pela Prudente de Morais. Quem sofrerá mais serão os moradores das primeiras e segundas etapas do conjunto Cidade Satélite.

CP - Vocês tinham conseguido parar essa obra. Contudo, devido à cassação da decisão do Ibama pelo juiz Marcos Bruno de Miranda Clementino, a obra foi reiniciada. A quê você atribui a reaprovação dela?
RP: Aos interesses políticos e financeiros do Estado, só na Copa serão investidos 400 milhões de reais. E enquanto todo mundo está lutando para preservar essa reserva natural, que segundo a Constituição é um patrimônio nacional e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) é considerada patrimônio da humanidade. Tanto a situação quanto a oposição estão interessados na continuação dessa obra. Claro, pessoas compraram casas nessa área e serão beneficiadas.

CP - Falando em Copa do Mundo, será que o Comitê organizador do evento aprovaria uma obra como essa?
RP: Não. Eles são muito corretos e exigentes nessa área e principalmente o presidente Lula que, segundo ele, defende a todos os custos essa questão da Mata Atlântica. E é até engraçado, porque com que moral ficará o presidente, frente aos Estados Unidos, cobrando para eles pararem de poluir, se o Brasil está sendo conivente com a destruição ambiental? Portanto, se esses documentos chegarem às mãos do Comitê, corre até o risco de Natal deixar de ser sede da Copa.

CP - Então, por que não denunciar?
RP: Nós estamos segurando porque queremos que a Copa venha, devido aos investimentos que virão para cidade de Natal.

CP - Ronaldo, qual seria então o objetivo de vocês? Realmente parar a obra?
RP: Não. Estamos cobrando desde o início, como colocamos na Assembleia Legislativa, somos contra a obra da Prudente. Sabemos que Natal tem uma necessidade urgente nessa questão de transportes. Nós só não abrimos mão da Mata-Atlântica, mesmo eles tendo desmatado uma grande parte, em cinco a dez anos ela se reconstituirá e estará quase toda fechada. Agora, para ela chegar ao estágio que ela está hoje, é em torno de cem anos.

CP - Qual mensagem você deixaria para o governo do Rio Grande do Norte e para as pessoas envolvidas nessa obra?
RP: A mensagem que deixo é para a conscientização dessas pessoas. O que eles estão fazendo é um crime ambiental e a própria natureza dá uma resposta, como os desmoronamentos, a falta de água. Isso é perigoso e preocupante, sem falar que a cidade de Natal corre o risco de deixar de ser sede da Copa e ninguém quer isso. Devemos ter em mente que proteger a vida é fundamental e devemos salvar nossas reservas naturais e proteger um pouco mais a humanidade.








domingo, 17 de janeiro de 2010

COMUNICANDO

Obrigado por acessar o Criando Pauta. Bom domingo. Amanhã, a gente volta! Até lá!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

REFLETINDO

Tremores na vida humana

João Ricardo Correia
Jornalista


     Os terremotos no Haiti, em desastrosas proporções, os sentidos em algumas cidades do Nordeste brasileiro, em medidas bem inferiores, sinalizam para a fragilidade e a igualdade humana. Ninguém é forte diante da natureza, da força do universo. Ricos e pobres, brancos e negros, todos se uniram em torno de um sofrimento democrático, que veio avassalador, em forma de reações subterrâneas que os estudiosos explicam pra lá e pra cá, mas nada alivia o terror de quem viveu a experiência.

     Nos quatro cantos do mundo, não se falou em outro assunto nos últimos dias. As imagens impressionam, chocam. Adultos e crianças jogados no chão, à espera de atendimento médico, de alimentos, de um abraço, de um afago. Nesse incidente, perderam a vida milhares de pessoas. A maioria nós nem conhecíamos. Alguns militares eram brasileiros. Morreu também a médica sanitarista Zilda Arns, uma mulher que passou a maior parte da sua história defendendo os mais pobres, lutando por dias melhores para as crianças. No terremoto é assim: todos são iguais. A terra treme, revoltada, talvez querendo gritar, espernear, jogar tudo para o alto, como se quisesse falar no ouvido de cada um de nós: acorde!

     Os seres humanos, vez por outra, se deparam com essas situações, quando são chacoalhados pra lá e pra cá, como se fossem pingos d’água num oceano. Metaforicamente, terremotos se manifestam diariamente em nossas vidas. Cada um tem seu dia de sentir o chão tremer, mesmo que na casa do vizinho a aparência seja da mais plena paz.

     Daqui a alguns dias, alguns dirão que “o pior já passou”. Aí volta tudo a ser como antes. O Haiti retornará a sua miséria cotidiana, sobrevivendo de guerras, de desigualdades sociais, suportando o ego de alguns que massacram, inibem, se acham donos dos poderes e que só se curvam diante de terremotos.

     Ninguém sabe o futuro. Precisamos viver bem o hoje, porque o amanhã poderá ser um terremoto. Enquanto você estiver lendo este texto, o teto pode desabar e você nem chegar à ultima palavra. Pessimismo meu?! Não. Realidade. Por isso, temos que administrar bem as nossas vidas, alicerçados em bons exemplos e ações que nos igualem aos nossos irmãos de maneira solidária, olhando-os com olhos de piedade, de misericórdia, de solidariedade. Nunca com desprezo. Somos todos exatamente iguais, idênticos, filhos de um mesmo Pai. A minha dor de cabeça é igual a dor de cabeça daquele cidadão que ainda hoje não comeu nada. A terra que cobrirá o corpo de alguém que esbanja riquezas é a mesma que consumirá o indigente jogado numa vala comum de um cemitério periférico mundo afora.

     Os terremotos estão aí para provar, para quem ainda insiste em pensar o contrário, que somos absolutamente iguais. Hoje, acompanhamos tudo pela televisão, jornais, revistas, internet, rádio. Amanhã, talvez não tenhamos tempo nem de telefonar para as pessoas que amamos para dizer o que estamos passando. Aproveitemos, então, o agora. Para sermos gente de verdade, humanos de verdade. Para nos livrarmos das máscaras da hipocrisia, da falsidade. É hora de assumirmos nosso verdadeiro papel, vivermos um presente com qualidade de vida - para nós e nossos irmãos, para que tenhamos, pelo menos, uma consciência tranquila e paz de espírito para enfrentar os tremores futuros.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

INTERAGINDO

Este espaço será aberto todas as quintas-feiras, para que os leitores deste blog possam utilizá-lo com seus textos. Profissionais, estudantes, donas-de-casa, aposentados, todos podem - e devem - participar. Basta mandar o texto com até 30 linhas (corpo 12), para o criandopauta@hotmail.com.


Degradação do meio ambiente em Natal: uma simples constatação


Nathália Carrilho
Estudante do 3o. período de jornalismo da UFRN

     Século XXI, o mundo se preocupa em buscar soluções para os problemas ambientais existentes e de preservar a natureza ainda não degradada. No entanto, parece que nem em todos os lugares isso acontece. Em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, uma série de agressões ao meio ambiente vem acontecendo e muitas estão impunes até hoje. O pior é que muitas delas acontecem para dar lugar ao crescente desenvolvimento econômico da cidade.

     
Existem muitos exemplos de desrespeito à natureza na "terra do sol": a reforma da avenida Bernardo Vieira é um deles. Nessa obra, foi preciso retirar muitas árvores do canteiro central da via pública, para dar mais espaço para os veículos. E o que mais irrita os ambientalistas é o fato de que as árvores foram derrubadas e o problema dos constantes congestionamentos não foi resolvido. Outro exemplo é o aumento da frota de carros da cidade, que ao final do ano de 2008 ultrapassava os 265 mil automóveis, contribuindo isso para o aumento da poluição do ar. Se esse número continuar a crescer, o município vai acabar perdendo o título de “ar mais puro das Américas”.

     Mas um dos problemas que mais preocupam os ambientalistas natalenses é a morte gradual dos rios Potengi e Pitimbu. O primeiro foi testemunha de grandes momentos da história potiguar, afinal, a cidade de Natal começou a ser colonizada às suas margens, no entanto isso não parece ser tão relevante, pois todos os dias são despejados litros de esgotos não tratados, além do fato de existirem verdadeiras fazendas de camarões, no lugar de mangues. Dessa forma, cenas como o do belo pôr-do-sol visto do rio está sendo substituída pela imagem da mortandade de peixes, como a vista em 2007. Outro caso preocupante é o do rio Pitimbu, que desemboca na lagoa de Jiqui, abastecendo 30% da capital: ele sofre há muito tempo com ações como despejo de lixo e dejetos, além do desmatamento e da ocupação irregular de suas margens, o que provoca o assoreamento do rio. Pelo menos em relação a esse fato, as autoridades decidiram tomar uma atitude, que é a demarcação das áreas adjacentes ao rio, para a sua devida preservação.

     Mesmo com todos os acontecimentos que cada vez mais degradam o meio ambiente, as autoridades competentes parecem que os ignoram. Um exemplo disso é a aprovação do plano diretor da cidade e existência de um projeto para a construção do emissário submarino, que “supostamente” liberaria água de esgoto tratado no mar. Portanto, resta aos ambientalistas e a população coragem para lutar e defender o meio ambiente da cidade em que vivem; e às autoridades se comprometerem de rever as atitudes tomadas em relação a natureza da capital potiguar.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


REPORTANDO

Eliana Ribeiro: voz que evangeliza cantando e encantando
  
 
     A capixaba Eliana Ribeiro faz sucesso como cantora e evangelizadora da Comunidade Canção Nova. Em dezembro passado, lançou CD e DVD “Barco a vela”, onde demonstra a beleza da sua voz e muita emoção em cada interpretação. Mas sua vida nem sempre foi de sucesso. Quando adolescente, foi usuária de drogas, sofreu de depressão e pensou muitas vezes em suicídio. Depois, como ela mesma diz, teve seu encontro com Deus, em 1993. De la pra cá, iniciou o caminho vocacional como missionária e parte rumo ao reconhecimento da sua mais nova obra fonográfica.

     “Barco a vela” é o primeiro DVD de Eliana Ribeiro, gravado ao vivo no auditório São Paulo, na cidade de Cachoeira Paulista, com 19 faixas, sendo quatro inéditas: Barco a vela, Força e vitória, Envia e Eu me rendo a Ti. Participaram da gravação o também missionário Dunga, o padre Cleidimar Moreira e o multinstrumentista Brais Oss.

    
Em 1993, Eliana Ribeiro, que nasceu em 1977, participava de um encontro para jovens em Vitória, no Espírito Santo, sua cidade natal, comandado pelo padre Léo Tarcísio, um dos principais nomes da Canção Nova, fundador da Comunidade Bethânia, falecido há anos, vítima de um câncer. Nessa ocasião, ela revela que teve seu encontro do Deus, depois de uma vida até então repleta de rebeldia e dificuldades. Em 1997, ao participar do Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica, em Aparecida (SP), teve certeza da sua vocação e resolveu ser missionária. Sua entrada na Canção Nova foi em 1999. Antes, ela cursava licenciatura em Química, na Universidade Federal do Espírito Santo.

    
Em dezembro de 2000, os pais de Eliana resolveram deixá-la na Canção Nova com o noivo. A viagem de carro terminou em tragédia, com o pai da missionária morrendo e ela sofrendo vários ferimentos e fraturas, que a impediram até de acompanhar o velório e o sepultamento. Quatro meses depois, Eliana retornou à Comunidade e em maio de 2004 casou-se com o músico Fábio Roniel, também integrante da agremiação religiosa, que completou 30 anos em 2009. Experientes missionários, Eliana e Fábio têm um filho, Daniel, hoje com três anos.

    
O primeiro CD de Eliana Ribeiro (Tempo de Colheita) foi gravado em 2002. O segundo (Espera no Senhor) foi em 2006, quando também fez seu primeiro trabalho em espanhol “Al Maestro Del Canto”, com 10 faixas com salmos. Ela ainda evangeliza na rádio Canção Nova com um programa diário, “Clube do Ouvinte”. Na televisão do portal da CN, ela apresenta “No colo de mãe”, além de oferecer seu blog (www.elianaribeiro.com), onde fala da sua história, missão e interage com os internautas.




    
“Barco a vela” já é um sucesso de vendas. Embora ainda não tenha sido divulgada a quantidade de exemplares vendidos, fontes da Canção Nova garantem que já ultrapassa dos 300 mil. A simplicidade é marca registrada de Eliana Ribeiro que, aos poucos, vai mostrando seu talento e conquistando o espaço como cantora-evangelizadora.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ANOTANDO

REPERCUSSÃO
Agradeço as mensagens de apoio que recebi pelo lançamento deste blog. Abraço aos jornalistas Paulo Tarcísio Cavalcanti, Elinôra Martins, David Freire, e aos advogados Eudes José Pinheiro da Costa e Fernando Caldas Filho.

COMANDO
Não tem mais graça. Agora, todo mundo anuncia que o próximo comandante geral da Polícia Militar do RN será o coronel Francisco Canindé de Araújo, que deverá substituir o coronel Marcondes Rodrigues Pinheiro no período que o vice-governador Iberê Ferreira de Souza assumir o governo. Ano passado, no dia seguinte à promoção de Araújo ao posto mais alto da carreira na PM, eu já o anunciava como o próximo comandante, na coluna que eu tinha no JH Primeira Edição. Quem tiver dúvida é só ir procurar no arquivo do jornal.

FUJÕES
Dois vereadores natalenses, acusados de envolvimento num escândalo que ainda não saiu da mesa do juiz, temendo que suas prisões fossem decretadas, foram de avião se esconder em Caicó, onde terminaram reconhecidos por duas senhoras, quando faziam compras num mercadinho da cidade, planejando prosseguir com a fuga. Então, o jeito foi voltar para a capital.

PUBLICIDADE
Muitos puxa-sacos oficiais vibraram ontem à noite, quando souberam que o Rio Grande do Norte ia aparecer no Jornal Nacional. Mas ficaram de orelhas murchas, quando o motivo da “publicidade” foi o recente tremor de terra.

TALENTOSA
Anotem. O próximo fenômeno da música católica brasileira chama-se Eliana Ribeiro, da Comunidade Canção Nova.

ARRANJOS
É impressão, ou as principais avenidas de Natal já estão decoradas para o carnaval?

BURRO DE CIGANO
Vergonhosa a cara de pau de alguns integrantes da Prefeitura de Parnamirim. Enquanto o centro da cidade vive todo enfeitadinho, parecendo um burro de cigano, outros bairros estão todo esburacados pela inacabada obra de saneamento, com ruas sujas, cheias de areia, calçamento desnivelado. E a promessa, agora, é para terminar o serviço em 2011.

SEM COMUNICAÇÃO
Enquanto as delegacias de Polícia Civil da Grande Natal estão equipadas com sistema de rádio digital, as do interior estão quase sem comunicação. Os antigos rádios analógicos vivem quebrados e os telefones não atendem as necessidades, por não oferecerem segurança para a transmissão de alguns tipos de mensagens. Daqui a alguns dias, vão fazer licitação para contratar os serviços de alguma empresa que alugue pombos-correio.

PLANO DOENTE
Usuários do plano de saúde Smile, em Natal, estão sofrendo para ter acesso a alguns tipos de exames. A direção da empresa precisa ficar atenta. Tem gente a caminho do Procon.

SEGURANÇA
O desembargador Cristóvam Praxedes, que poderá ser o próximo secretário da Segurança Pública e Defesa Social do RN, não vai encontrar uma recepção tão agradável no cargo. Já tem grupos de delegados de Polícia Civil se articulando para boicotar o novo chefe. O problema é que o governo do Estado parece não confiar nos delegados e quando escolhe um novo secretário recorre a alguém de outra instituição, ou “importa” policiais federais que gostam mais de aparecer na televisão que o pastor RR Soares.

PACIÊNCIA
A Rede Globo de Televisão começa a exibir hoje à noite a décima edição do Big Brother Brasil. Tem gosto pra tudo.

CANDIDATURA
Presidente do PSL no Rio Grande do Norte, advogado Araken Farias, lança seu nome como pré-candidato ao Senado, na eleição deste ano.

DEPUTADO
Capitão PM Fernandes, lotado no 4o. Batalhão da PM do Rio Grande do Norte será candidato a deputado estadual em 2010. Ele é conhecido em várias cidades do Estado e, segundo fontes do blogueiro, seu índice de rejeição na corporação é praticamente zero.

ANOTANDO
As notas voltam na próxima terça-feira. Participe do blog pelo e-mail: criandopauta@hotmail.com.